- Bárbara Areias

- 18 de nov. de 2020
- 6 min de leitura

POST90
O candidato deve fazer um currículo limpo, conciso, com fontes e cores sóbrias para evidenciar apenas suas competências e experiências profissionais. Fontes que facilitam a leitura: Arial, Verdana e Times New Roman, com tamanho 12 para o texto, e 14 ou 16 para títulos e subtítulos. Não usar abreviações. Se utilizar siglas, escrever logo de seguida o seu significado. Se utilizar números, não escrever por extenso; O ideal é que as informações caibam em duas páginas, contudo podem ter até três páginas para os que tem muita experiência ou uma carreira muito longa, e podendo até abranger apenas uma para o caso de profissionais sem experiências. Expor as informações através de tópicos, facilita o entendimento. Caso o seu currículo seja impresso, utilize uma folha de papel A4 na cor branca.
Imagine que o recrutador receba centenas de currículos por dia. Ele, obviamente, não será capaz de ler por completo todos os documentos. De certo, uma passada de olho deve responder às principais dúvidas dele.
Por isso, quanto mais sucinto e objetivo você for no seu currículo, maiores são as suas chances. Você também precisa estar preparado para quando for chamado para a entrevista presencial, procure conhecer um pouco mais sobre a empresa onde pretende trabalhar, quais são seus principais desafios e metas, forma de atuação no mercado e valores pelos quais se pauta (respeito pelo meio ambiente, etc, os recrutadores estarão à procura dos candidatos que mais se alinham ao perfil e à cultura da organização.
Segue uma ordem como exemplo e mais algumas dicas:
Dados pessoais
· Nome completo
· Endereço
· Data de nascimento
· Contatos principais (telefone, celular e e-mail)
· Estado civil
Procure sempre utilizar um e-mail o mais formal possível, que contenha o seu nome.
Área de Interesse (criar uma frase sucinta com o que você busca, destacando o cargo e a área pretendida).
- Atuar como analista na área de Planejamento Financeiro.
Vale lembrar que o currículo deve ter apenas um objetivo. Portanto, se você tiver mais de uma pretensão, elabore versões diferentes e distribua de acordo com as vagas para as quais se candidata. Ou, caso saiba, só escreva o nome da vaga em expecífico ao qual está se candidatando.
Competências (uns cinco tópicos)
· Profissional com ampla experiência em vendas
· Experiência em lidar diretamente com o cliente final
· Atuação na loja X com vendas de produtos de alto valor
Formação (em ordem decrescente)
· Nome do curso
· Tipo de Instituição de ensino (faculdade, curso técnico, ensino médio ou fundamental)
· Data de conclusão do curso, da previsão de conclusão ou de retorno.
Idiomas - sua adição somente é recomendada em casos onde o profissional possui conhecimento a partir do intermediário, pois o nível básico abrange somente uma leve compreensão do idioma e não garante uma conversação. E no caso de ser adicionado, informar os dados completos do idioma de conhecimento. Ex,: O nível de proficiência, a instituição de ensino e o período, com data de conclusão ou previsão.
Experiências profissionais (somente as últimas cinco)
· Nome da empresa
· Cargo
· Período [mês e ano] ou Período: Jan/2018 a Jun/2019 (Trabalho temporário)
· Funções [com uma boa descrição]
· Resultados
Ou:
· Profissional autônomo
· Período: Jan/2018 – Atual
· Funções: Descrição detalhada das funções realizadas
· Resultados: Se relevante, descrição dos resultados obtidos
Para deixar mais completo, ao final você pode colocar uma observação do tempo que está no mercado de trabalho, áreas de atuações e funções.
Atividades extracurriculares (conter nome da atividade, nome da instituição ou país e período de execução).
· Cursos profissionalizantes
· Trabalho voluntário
· Projetos acadêmicos (oficinas de artes, esportes, arte culinária, artesanatos, marcenaria, feiras culturais, entre outras atividade)
· Intercâmbios
· Experiência multicultural
Cursos (contendo dados do nome do curso, congresso ou palestrante; o nome da instituição de ensino e a data de conclusão ou carga horário, para cursos online e workshops, ou a data do evento, para congressos e palestras).
· Cursos profissionalizantes
· Workshops
· Congressos
· Palestras
· Treinamentos empresariais
· Cursos online
Tipos de Curriculos
Currículo cronológico
Este é o mais comum dos tipos de currículo existentes. Como o nome já indica, é um modelo que apresenta as informações organizadas por períodos. Nesse formato, as experiências profissionais são descritas das mais recentes para as mais antigas. Ou seja, emprega-se a cronologia inversa.
Currículo funcional
Aqui, a ordem das experiências profissionais fica em segundo plano. O que importa mesmo é a forma com que as competências são destacadas. A ideia, portanto, é enfatizar as habilidades do profissional.
Currículo Combinado ou Misto
Esse modelo utiliza uma combinação dos dois formatos anteriores. Ao mesmo tempo em que ressalta as capacidades do profissional, apresenta, de forma organizada e cronológica, as experiências anteriores.
Muitas profissões, como o design, dão preferência a candidatos mais irreverentes, que demonstrem sua capacidade criativa com um bom portfólio virtual e um currículo inovador. Caso você não esteja se candidatando a uma dessas vagas, siga um formato mais clássico para não ter erro. Nas plataformas como Canva ou até mesmo no Word, você consegue encontrar diferente tipos de currículo e pode variar de acordo com o seu perfil.
A especialista em RH, Roberta Valezio, que atua como people experience manager da WAVY Global, empresa de customer experience do Grupo Movile, listou suas dez dicas que podem ajudar o candidato nas etapas da produção do currículo.
Crie uma parte de "Interesses"
O ideal é que seja no canto esquerdo, logo abaixo dos dados ou no fim da página. Elenque os assuntos que você gosta, isso irá ajudar a chamar atenção. Há infinitas possibilidades que combinadas de modos diferentes podem dizer muito mais sobre o que você tem como objetivo e o que pode agregar para a empresa.
Resumo
Aqui, em duas ou três frases, explique que profissional você é. Começo, meio e fim linkando sua formação e experiências com o que busca hoje. Mas, não é obrigatório, especialmente se você tiver uma parte de Interesses, Habilidades/Competências. Entretanto, caso goste de apresentá-la, garanta que seja curta e que amarre com o seu momento atual.
Formação + Experiências Profissionais
Essa parte é obrigatória para os processos tradicionais. O que você fez/estudou das experiências mais recentes para as mais antigas. Apresentando o que fez, quando fez, e onde fez.
Competências e habilidades
Compor grandes blocos como idiomas e informática não é uma boa estratégia. Abrir um item de ferramentas e contar quais programas sabe utilizar, sempre acompanhado do seu nível atual é o ideal. Para idiomas, se sua naturalidade é brasileira, não precisa colocar que fala português.
Há muitas competências comportamentais e técnicas (soft ou hard skills), que podem ser exploradas vale serem elencadas.
Outras Experiências
Trabalhou no negócio da família, fez um trabalho não remunerado, teve uma experiência extracurricular ou de vida “diferentona” que te ensinou muita coisa? Coloque, sim! Cada trajetória é única, saiba como valorizar seus diferenciais mesmo quando não óbvios.
Tamanho é documento
O melhor dos mundos, a menos que sua experiência seja realmente muito extensa e intensa, é optar por uma página. Sucinto e visual! O grande problema de currículos imensos é que muito provavelmente o avaliador não vai ler tudo, e vai conseguir explorar somente uma das páginas durante a entrevista. Faça um esforço para que seja conciso.
Layout
Não carregue o corpo e todos os títulos com mais tamanho, negrito, itálico e sublinhado. Fica feio e poluído. Escolha no máximo dois, coloque o conteúdo com alinhamento e defina uma fonte única para todo o arquivo. Um título pode ser combinado com uma fonte dois números maior, ou palavras em caixas altas combinadas com o uso do negrito ou do sublinhado.
Como imprimir
Não é necessário que seja colorido. Salvo em casos de algo com alguma cor sólida de fundo ou decorando uma parte. Chama a atenção receber um CV com um papel de gramatura mais alta e uma impressão bacana. No entanto, certamente, isso não é necessário, não será eliminatório, mas se bem explorado, pode sim ser um diferencial.
Formatos digitais
Na hora de salvar, opte sempre pelo formato pdf ao invés de doc ou ppt. E nada de nomes como "versão 3", "Curriculum Vitae", "Fulaninho de Tal 2". Use “CV+seu nome” para intitular o arquivo, vai mostrar um senso de organização e vai facilitar a gestão de quem o recebe.
Fase Final
Agora é só revisar e fazer pequenas adaptações ao mandar para diferentes empresas - talvez uma experiência seja mais valorizada em um lugar e mereça maior ênfase e destaque, em outros casos, talvez você precise dar outra cara ao seu Resumo, Objetivo ou dar uma mudada na parte de Competências e Habilidades ou na de Interesses, dependendo da oportunidade que a empresa está buscando, fique atento(a).
Post90
- Bárbara Areias

- 2 de out. de 2020
- 6 min de leitura
POST89
Vamos voltar ao post anterior
Esse tema necessita maior aprofundamento...
4 Controlar “explosões”
...é preciso perceber que situações tendem a desencadear sentimentos negativos. Detectando seus gatilhos...
Aprenda a reconhecer a faísca antes que surja a chama
Grande parte da nossa experiência emocional surge de “faíscas”, de pequenas explosões de sensações negativas que colapsam em nosso cérebro. Estas pequenas descargas surgem devido aos desequilíbrios com o nosso ambiente. Um comentário que não nos agrada, mas diante do qual nos calamos; uma proposta com a qual não concordamos, mas que cumprimos; uma situação que devemos resolver, mas que adiamos…
Pequenas faíscas acumuladas, uma após a outra, acabam gerando uma chama. Nossa mente fica sem recursos e, no final, acabamos “queimados”, esgotados em todos os sentidos. Assim, uma primeira estratégia na qual devemos investir tempo e esforço é reconhecer esses gatilhos. Esses estímulos que nos incomodam e que devemos administrar o mais rápido possível.
“Não deixe para amanhã a preocupação que causa incômodo hoje.”
Um dado da psicologia não é muito tranqüilizador: a maior parte das atividades mentais é desconhecida pela própria pessoa ou, numa palavra técnica, ocorrem no inconsciente, que as pessoas não percebem. Numa explosão emocional, de acordo com a psicóloga Fela Moscovici, há uma onda descontrolada que “atinge todo o organismo” de modo instantâneo. Nesse momento, o pior pode acontecer.
A inteligência emocional, segundo a psicóloga, pode ser dividida em cinco pilares.
Autorresponsabilidade: entender o que acontece na sua vida e, partir daí, tomar suas decisões.
Percepção das suas emoções: reconhecer e perceber suas emoções, o que leva a diminuir a impulsividade.
Gerenciamento das emoções: é importante gerenciar os nossos sentimentos. Quando isso acontece, também aprendemos a lidar com a nossa própria emoção.
Foco: ter um objetivo para determinado projeto ou sonho. Normalmente quando isso ocorre, a tendência ou ação das outras pessoas não o afetará tanto e será mais fácil lidar com certas situações.
Ação: ter atitudes, mas sempre pensando e usando a inteligência, para agir em determinadas situações. É importante racionalizar e aprender como sair ou levar situações de tristeza, por exemplo. Sabendo como agir se torna mais fácil enfrentar situações adversas.
O grande objetivo da gestão emocional é promover ações conscientes, na intensidade adequada, com o alvo correto e um propósito assertivo. Para atingi-lo, experimente seguir estes quatro passos poderosos:
1º passo:
Treine seu “músculo de tolerância à incerteza”
Os seres humanos não gostam da incerte na maioria das situações, de lidar com incógnitas.
Você pode detestar a incerteza porque tem medo de como se sairia se as coisas dessem errado. Quando você não confia em sua própria capacidade de enfrentar eventos negativos, a tendência é superestimar o quão mal você se sentiria caso algo ruim acontecesse, enquanto suas habilidades de enfrentamento e resiliência são subestimadas.
Mas quando confiante, e um evento temido se concretizar, você provavelmente se sairá muito melhor do que consegue imaginar agora.
2º passo: Abrace sua vulnerabilidade
Nossa sociedade ainda valoriza pessoas que parecem fortes e impassíveis o tempo todo, como se expor à própria vulnerabilidade em alguns momentos fosse um imperdoável sinal de fraqueza de caráter.
Nos dicionários, o termo vulnerável de fato é definido como “algo ou alguém que se mostra fragilizado, suscetível a ser ferido, trocado ou ofendido. Aquilo que pode ser derrotado ou destruído”. Por isso, vivemos tentando disfarçar o sofrimento e escondendo nossas dores – tanto físicas quanto emocionais. Achamos que precisamos mostrar que somos fortes, afinal desde a infância fomos podados e ensinados a não dar vazão a sentimentos considerados “inadequados”, como tristeza, raiva e frustração.
Quantas vezes ouvimos: “não foi nada, já vai passar”? Ao longo de décadas de vida, essas tentativas equivocadas de abafar as emoções tiraram de nós a possibilidade de vivenciar o sofrimento, e assim crescemos sem aprender a lidar com ele.
Mas precisamos entender que todas as emoções são aceitáveis – eventualmente, as reações a elas que não serão; o sentimento de raiva, por exemplo, é aceitável, mas a atitude de agredir alguém não é. Sentir raiva é aceitável, há espaço para sentir, eu enxergo a sua raiva, eu permito que você a sinta e também sinto às vezes.
3º passo: Reconhecimento emocional
O reconhecimento das emoções básicas permite que criemos um tipo de mapa de nossas emoções para desenvolver uma mente calma. As emoções humanas se desdobram em uma espécie de linha do tempo. Essa linha, por sua vez, se inicia com um “gatilho” que gera uma experiência emocional e resulta em uma resposta. Quando dominamos nosso universo emocional, é possível perceber claramente como cada uma das cinco emoções básicas se expande de modo mais complexo a partir de diferentes gatilhos, originando respostas variadas dependendo de como nos sentimos.
Há anos diversas pesquisas científicas indicam que emoções mal orientadas exercem efeitos negativos sobre a saúde tanto mental (depressão, ansiedade, pânico etc.) quanto física. Em 2009, uma meta-análise promovida pela University College de Londres revelou a existência de uma forte relação entre emoções de raiva mal orientadas e ataques cardíacos, ratificando que pessoas que sabem administrar bem as próprias emoções têm maior probabilidade de vida longa e socialmente enriquecedora (Pubmed, 2009).
Ao longo de milênios de evolução, desenvolvemos um sistema de proteção e alarme muito eficaz, reagindo com ataque, fuga ou nos escondendo diante de qualquer perigo (ou percepção de perigo). Ainda hoje tentamos evitar ao máximo emoções que consideramos desagradáveis ou dolorosas, porém, no âmbito sentimental, a evasão definitivamente não é uma estratégia bem-sucedida.
A ausência de clareza emocional sobre o que você está sentindo pode provocar diversos tipos de conflitos, principalmente nas suas relações interpessoais. Você pode, por exemplo, ser rude com as pessoas ao seu redor simplesmente porque não percebeu que estava com raiva o dia inteiro por causa de um pequeno aborrecimento específico logo de manhã cedo.
É possível também que você não perceba a tristeza em alguém importante para você e, por isso, não console ou apoie aquela pessoa como gostaria. A capacidade de reconhecer as suas emoções e as emoções dos outros é fundamental para conseguir identificar também as necessidades – dos outros e as suas.
4º passo: Acolhimento como plano de contingência
Podemos controlar, evitar ou fugir de eventos externos, mas é impossível driblar questões interiores, como pensamentos e emoções. Nesse caso, o que acreditamos ser uma solução acaba agravando o problema, paradoxalmente aumentando o nosso mal-estar a médio ou longo prazo.
Na sua vida cotidiana, você tem conseguido mediar de modo equilibrado e justo seus lados racional e emocional?
Quando você não coloca na balança o que o seu lado analítico quer dizer e o que o seu lado intuitivo está transmitindo, você acaba tomando decisões 100% frias ou 100% emotivas.
Ao fazer escolhas totalmente frias, você pode acabar passando por cima dos sentimentos, necessidades e desejos dos outros para obter uma suposta vantagem calculista que te afasta das pessoas. Ao tomar uma atitude 100% intuitiva e emocional, por outro lado, você abandona a praticidade e ignora a realidade dos fatos, criando ou piorando uma situação problemática.
Racionalmente, por exemplo, fazer um regime pode parecer fácil: basta comer mais frutas e vegetais e eliminar alimentos calóricos da dieta… Até o momento em que você não teve tempo para almoçar e a empresa fica bem ao lado da melhor confeitaria da cidade. Nesse contexto, a maioria das pessoas falha porque infelizmente não desenvolveu outro tipo de habilidade fundamental: a tolerância ao desconforto.
Geralmente não somos preparados para passar por situações de decepção, raiva e frustação e só administrá-las, ou seja, ficar “parado” nelas. Pode soar contraintuitivo, porém é um equívoco frequente acharmos que, se estamos mal por alguma razão, devemos agir imediatamente para nos sentirmos bem de novo.
Dominar as próprias emoções não significa nunca mais ficar triste ou viver para sempre em permanente euforia. Primeiramente, o cérebro humano simplesmente não é programado para estar satisfeito o tempo todo – rapidamente nos acostumamos com o que conquistamos de bom e queremos mais, um fenômeno conhecido como esteira hedônica.
Além disso, ao demonizar e querer evitar a qualquer custo emoções desagradáveis, privamo-nos de passar pelos dois lados da moeda existencial: só conseguimos apreciar de fato os momentos felizes quando precisamos superar dificuldades para alcançá-los.
As emoções – principalmente as negativas – atuam como um termômetro, indicando como vão as coisas. Cabe a nós saber lê-lo, desenvolvendo a inteligência emocional necessária para navegar pelos mares de incerteza da vida com mais sabedoria.
POST88
- Bárbara Areias

- 2 de set. de 2020
- 4 min de leitura

POST88
Ser uma pessoa mais racional do que emocional não significa uma anulação das suas emoções, mas um maior conhecimento e domínio delas. Só é possível controlar aquilo que você conhece, portanto, um alto nível de inteligência emocional significa entender o que você está sentindo e o que fazer com esse sentimento.
A inteligência emocional tem quatro pilares:
* Perceber emoções (suas e dos outros)
* Raciocinar a partir do que dizem as emoções (também suas e dos outros)
* Entender o que as emoções significam
* E gerenciar elas
Você passa a fazer escolhas mais conscientes, além de compreender as emoções das outras pessoas, construindo relações e interações mais saudáveis.
Apesar de serem palavras parecidas, os relacionamentos interpessoal e intrapessoal são muito diferentes. Como em qualquer situação de nossa vida, desenvolver ambas essas características é especialmente importante; tanto para ajudar a si mesma, quanto para ajudar outras pessoas.
Precisamos ter inteligência emocional para lidar diariamente com diferentes tipos de pessoas e personalidades, por isso, ter um relacionamento interpessoal bem trabalhado é essencial. No entanto, para que isso aconteça, é preciso trabalhar o relacionamento intrapessoal de forma eficaz.
A comunicação intrapessoal é aquela voltada para uma única pessoa; ela está relacionada às ideias e desejos do indivíduo, é a famosa “voz interior”, o tipo de comunicação que o ser tem consigo mesmo. Neste tipo de comunicação, debatemos as nossas dúvidas e dilemas, nos confrontamos com escolhas e decisões a tomar, buscamos orientações, consultamos nossos princípios e valores. Aqui o emissor e o receptor das informações são a mesma pessoa.
A comunicação intrapessoal antecede a ação do indivíduo: o que falar, como se expressar, como é processada mentalmente a informação que irá influenciar a interação com outros indivíduos.
Autoaceitação: Uma postura positiva com relação a si como pessoa. Inclui elementos como estar satisfeito e de acordo consigo mesmo, respeito a si próprio, se sentir em casa no próprio corpo.
Autoconfiança: Uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Inclui as convicções de saber e conseguir fazer alguma coisa, de fazê-lo bem, sentir-se capaz de lidar com situações difíceis, de suportar as dificuldades, de poder prescindir de algo.
Deve-se construir essas habilidades dentro do seu relacionamento intrapessoal: Humildade; Persistência; Resiliência; Disciplina; Flexibilidade; Motivação e Iniciativa.
A comunicação interpessoal é o método de transmitir ideias, desejos, sentimentos e emoções a outros, transformando em ação o pensamento do indivíduo. Cada um transfere informações baseadas em suas vivências, suas emoções, sua formação educacional e cultural, suas particularidades, e a diversidade destas informações podem causar choques culturais caso os receptores não se portem de maneira mais aberta para receber tais informações.
Competência Social: É a experiência de ser capaz de fazer contatos. Inclui saber lidar com outras pessoas, ter reações flexíveis, conseguir sentir a ressonância social dos próprios atos, saber regular a distância-proximidade com outras pessoas;
Rede Social: Estar ligado em uma rede de relacionamentos positivos. Inclui uma relação satisfatória com o parceiro e com a família, ter amigos, poder contar com eles e estar à disposição deles e ser importante para outras pessoas.
Para se obter sucesso, é importante e necessário que haja preocupação, cuidado, clareza e objetividade da parte dos interlocutores na transmissão das informações. E assim serem capazes de transformar pensamentos em ações, e ações em reflexões.
Como desenvolver a sua IE
Em um artigo para o Harvard Business Review, o psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic, professor de psicologia empresarial na University College London e na Columbia University, além de associado do Laboratório de Finanças Empresariais de Harvard, recomendou cinco passos fundamentais para aumentar a inteligência emocional.
1 Transformar o autoengano em autoconsciência
A personalidade, e consequentemente a IE, se molda, principalmente, com base na identidade e na reputação, explica Tomas. A verdadeira autoconsciência consiste em conseguir ter uma visão realista dos próprios pontos fortes e fracos.
2 Transformar o foco em si próprio em foco nos outros
Segundo Tomas, para quem tem níveis mais baixos de IE, é difícil visualizar as coisas pela perspectiva dos outros. Desenvolver uma abordagem centrada nos outros começa com reconhecimento das forças, fraquezas e valores de cada um.
3 Agir de forma que torne a convivência gratificante
A convivência com pessoas que têm mais altos níveis de IE tende a ser vista como mais recompensadora. De acordo com o psicólogo, os mais “recompensadores” tendem a ser mais cooperativos, amigáveis, confiantes e altruístas.
4 Controlar “explosões”
No mundo, não é bom mostrar frustração sempre que surge um problema inesperado, explica o psicólogo. Então, se você é uma pessoa que tem o que ele chama de “muita transparência emocional”, é melhor se moderar. Para fazer isso, é preciso perceber que situações tendem a desencadear sentimentos negativos. Detectando seus gatilhos.
5 Mostrar humildade
A autoconfiança, em certo grau, é vista como um traço inspiracional. Porém, o psicólogo afirma que os melhores líderes são os que parecem ser humildes. Estes transmitem segurança para todos.
“Encontrar um equilíbrio saudável entre assertividade e modéstia, demonstrando receptividade ao feedback e capacidade de admitir os erros, é uma das tarefas mais difíceis de dominar.”
A inteligência emocional é essencial na formação, manutenção e aprimoramento das relações e desenvolvê-la é uma tarefa importantíssima. Como qualquer outra habilidade, a prática é primordial. Ter total controle sobre suas emoções é impossível, se pôr no lugar do outro ao interagir é difícil mas continuar praticando é a chave para dominar os seus sentimentos e relacionamentos.
POST88