De vestuário à moda – Parte II
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- 19 de ago. de 2012
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Formadores de opinião que criavam conceitos
A aurora da libertação da mulher de seu status de “bem móvel” pode ser percebida nos conjuntos masculinos de Tweed adotados pelas mulheres de classe media que tinham começado a ganhar o seu sustento. Baseado nas linhas de alfaiataria masculina, para o lazer, o Paletó de Tweed, saia em forma de sino e blusa com colarinho e gravata, tudo com um boater, um chapéu de palha dura, caiu no agrado das mais confiantes e esportistas.
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Ao longo do século XX, a moda passou a selecionar as melhores influencias da arte, da musica, do cinema e dos acontecimentos gerais. Casas de alta-costura, maisons e ateliês alcançaram maior destaque e produções em massa propagaram ainda mais a moda que agora se adequara a todos os bolsos. Com o “boom econômico”, o consumismo e o lazer, após a austeridade do tempo de guerra, as roupas esportistas foram significativas na reforma do vestuário feminino.
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Mas sem Paul Poiret, a historia da moda deste século não teria sido a mesma. Em 1896 ele passou a trabalhar na Maison Doucet e depois para Worth. Suas ideias modernas eram ousadas demais para tal clientela e, em 1904, o jovem artista fundou sua própria grife. Os modelos inovadores de Poiret, o “iconoclasta”, contribuíram para o estado de espírito da moda da época. O uso audacioso por Poiret da cor e a técnica de impressão “pochoir” usada por ilustradores favoreceram ver o tecido como tela para o design de estamparia. O uso das artes decorativas como meio pôs moda, estilistas e pintores dialogando.
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No auge do período romântico, nos anos 1820, Gabrielle Bonheur Chanel, Coco Chanel, ficou conhecida por suas inovações e por sua arrogância. Em sua opinião, ela era moda. Os outros costureiros, ela os tolerava ou rejeitava. O que distinguia Chanel era o desestruturado, a roupa informal, o traje esportivo, mas a clareza do corte era tão perfeito que seus modelos eram o epítome do chique.
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De 1929 em diante, as coisas já não eram tão “excitantes” como na década anterior. Após o consumismo desenfreado, o colapso financeiro da época exigia interrupção do consumismo, os desenvolvimentos tecnológicos aceleravam as coisas.
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A história da moda teria sido muito diferente sem a austeridade imposta pela II guerra. Ela provocou uma reviravolta; a moda foi sitiada pela propaganda. A resposta da alta-costura à ocupação nazista revelou o quanto a moda é essencial para a identidade nacional francesa. Enquanto as indústrias britânica e americana participavam do esforço de guerra, as parisienses usavam a roupa como uma forma de desafio, recusando-se a se apresentarem como subjugadas. Se o guarda-roupa das mulheres de outros países sofria pesadas restrições, na França a criatividade florescia sob a opressão.
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O vestuário serviu até como um instrumento de subversão. Com a escassez da guerra, só havia tecido à vontade em Paris. Por conta da isenção do racionamento, desde que costurassem para clientes alemãs não lhes faltaria nada. Finda a guerra, sugeriu-se que os costureiros haviam criado seus modelos para fazer suas clientes alemãs parecerem ridículas.
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As coleções de Paris em 1947 anunciaram o que veio a ser conhecido como “a idade de ouro da alta-costura”. Esta indústria, que resistira bravamente à guerra; pode mais uma vez ressuscitar e recuperar o status de fonte nacional de orgulho e renda.
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A França não era a única nação decidida a usar a criação e produção de moda como meio de impulsionar a economia arruinada do pós-guerra. Sob as influências americana e italiana, as roupas tornaram-se pouco a pouco menos formais.
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O New Look de Christian Dior em 1947 restabeleceu Paris como capital da moda após a guerra. Seu legado foi uma compreensão inata da psicologia da moda. Apresentar ao público o novo, o quase inatingível – satisfazer o desejo de voltar a cobiçar algo – é o que sustenta a indústria da alta-costura, e foi por isso que o New Look de Dior fez história. Esta coleção o tornou conhecido no mundo inteiro e lhe valeu tantas críticas quanto elogios. A carreira de Dior terminou com sua morte prematura.
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Em 1953, Roger Vivier começou a trabalhar para Christian Dior. Se o New Look, com sua estrutura interna imperiosa, foi a revolução da moda que anunciou os anos 1950, o “stiletto” ou “salto agulha”, de Vivier, foi seu equivalente no reino dos calçados.
Texto baseado no livro Cronologia da Moda de NJ Stevenson
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