Modelo e manequim – Precoce e independente
- POST08
- 13 de jun. de 2012
- 3 min de leitura

Composite trocado com a amiga, na época, Gisele
Quando comecei minha carreira me inspirava na musa Cindy Crawford. Hoje admiro minha eterna amiga Gisele Bundchen. Se existe alguém que mereça ser considerada a melhor de todas em sua profissão, é ela! Trilhou uma sólida e iluminada estrada rumo ao sucesso. Tive o prazer de presenciar um momento nesta construção. Seu exemplo de vida tanto como profissional, como pessoa, deve ser levado em consideração aos que se propõem a vencer. . Determinação, base familiar, persistência, confiança em si, consciência do seu papel no mercado entre outras qualidades a levaram ao óbvio. Sua beleza e vocação, características naturais, se destacavam diante de tanta predestinação. Um conjunto de fatores e atitudes, corretos, que a impulsionaram ao estrelato e realização pessoal. . Morávamos em um dos apartamentos para modelos da nossa agencia, a Elite de São Paulo. O “Apartamento do Bem” no Jardim Europa. Recebia este nome porque nele moravam as meninas mais novas. Estive morando por lá apenas por um mês pois o “Apartamento do Mal” em Pinheiros estava sem vaga. E sendo a mais velha, cinco anos a mais que a Gisele, por exemplo, logo fui morar nele.
. A historia da Gisele todos sabem. O que posso acrescentar são pequenos momentos nossos que mostram o quanto estávamos felizes e éramos unidas. Dividíamos o beliche, ela já dormia no de cima quando cheguei. A Gi tinha um hobby que me contaminou. Ela me ensinou a escrever tudo que nos acontecia na agenda e decora-la com letras, desenhos e fotos. Nossas ou tiradas das revistas que líamos. Também costumávamos escrever umas nas agendas das outras, dedicatórias ou brincadeiras. Com as mais íntimas trocávamos composites escrevendo o quanto gostávamos de estar com a outra e toda a vez que uma foto do nosso book era aposentada a dávamos de presente para que nunca nos esquecêssemos uma da outra. . Mas nem todos os momentos eram de alegria. Morar em um apartamento onde até oito de nós juntas tentávamos sobreviver longe da proteção e cuidado de nossas famílias não era nada fácil e causava muita indisposição entre algumas. Dividir é respeitar e para que isto se faça de maneira agradável temos que saber conviver em ordem e harmonia. A agencia determinou uma governanta e regras em um acordo escrito onde nos comprometíamos em realiza-las. Uma tarefa fácil para umas e insustentável para outras. . Quando tive que mudar de apartamento senti muito. Havia me apegado aquelas meninas e gostava do entrosamento de todas pois ao menor problema os resolvíamos, evoluíamos e nos uníamos ainda mais. Mesmo continuando a vê-las na agencia ou em castings e trabalhos não as sentia mais tão por perto. Já no outro apartamento, o das mulheres mais independentes ainda, não havia uma governanta e as regras eram ditadas por nós mesmas, verbalmente, o que causava falta de organização com os deveres, falta de entendimento e intransigência. Não sentia como um lugar que pudesse ser chamado de lar.
. Antes meus fins de semana eram em São Paulo mesmo. Porém quando fiquei dois meses restantes neste segundo apartamento, as sextas pegava minha malinha e viajava para o Rio para estar com meus familiares e amigos de tempos. Retornava sempre no domingo a noite para mais uma semana de poucos trabalhos. Não me adaptei bem, e o momento não era dos mais rentáveis. Preferia viver com outra qualidade de vida. A insatisfação começará a mudar o meu caminho.
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