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  • POST12
  • 14 de ago. de 2012
  • 2 min de leitura

A evolução de uma indústria que reflete o tempo em constante mutação, e é influenciada por ele

Na historia da moda ocidental o vestuário transmite uma mensagem de status, personalidade e preferência. Não é só a necessidade de proteção, conforto e pudor que determina as roupas que as pessoas escolhem.

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Em 1790, houve uma profunda transformação sobre não só o vestuário como também prenunciou grandes mudanças sociais, econômicas e políticas. Após a Revolução Francesa a moda foi ditada pela política. A Revolta Social instigou a rejeição ao vestuário usado pela corte e a influencia neoclássica, que evoca a moda do inicio do século XVIII passa a superar a indumentária limitada do Antigo Regime. Os estilos ingleses tendiam a ser menos exagerados, mas empregavam a forma e o corte da linha Imperio.

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No século XIX, quando a moda era uma indicação elitista de status. O vestido Império com sua cintura alta e corte reto surgiu nos tempos pré-revolucionários. Maria Antonieta foi a primeira a emprega-lo em momentos de relaxamento com seus filhos no Jardim de Versalhes e a utilizá-lo em parte se apresentando somente da chamise (roupas de baixo) para a composição de um quadro. Uma informalidade cuja a sintonia com a atmosfera da Nova Republica tornou-se alternativa ao vestido de corte estruturado e limitados.

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O Estilo Imperial de 1805 com a influencia da nova imperatriz Josefina Bonaparte e seu maçante regime de beleza que envolvia cabelereiros e cosmetólogos, acabou por restaurar a moda de Paris. Sua beleza , tendências à prodigalidade e estilo natural contribuíram implicitamente para a ostentação no Império de Napoleão.

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Com a ascensão da nova rainha Vitoria em 1837, houve uma mudança no panorama social. A sombria moralidade dos anos de 1840, em contraste frontal com a frivolidade da década anterior, refletiu-se no vestuário. A indumentária feminina era a medida do decoro, e a moda servia para ocultar de uma maneira uniforme.

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É no período de transição do velho século para o novo que os observadores conseguem apontar o inicio da modernização do vestuário, e os estilos cambiantes não só começam a se parecer com as formas reconhecíveis da moda contemporânea, como também cartografam a busca das mulheres por igualdade social.

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Texto baseado no livro Cronologia da Moda de NJ Stevenson

POST12

 
 
 

Moda já deixou de ser sinônimo de futilidade e improvisação

Compreender a moda contribui para uma compreensão de nós mesmos e de nossa maneira de agir. A moda afeta a atitude da maioria das pessoas em relação a si mesmas e aos outros.

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A moda no vestuário teve suas origens no fim do período medieval, possivelmente no inicio do Renascimento. Existiram roupas muito antes que ela surgisse. Em geral, ricos e pobres usavam roupas com formas semelhantes, embora os ricos mandassem fazer as suas de materiais mais caros e usassem ornamentos.

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Há uma serie de fenômenos não relacionados a roupas, mas que podem ser descritos como “moda”, e nesse sentido o termo tem uma extensão muito mais ampla que “roupas”.

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A Europa experimentava então um desenvolvimento econômico considerável, e as mudanças econômicas criaram a base para mudanças culturais relativamente rápidas. As formas básicas das roupas passaram a mudar rapidamente, e os detalhes superficiais mais ainda. As roupas passaram a ter uma importância crucial para a construção da individualidade humana. Uma forma de arte visual, uma criação de imagens com o eu visível como seu meio.

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A identidade torna-se algo que precisa ser criado, e essa criação se funda numa interpretação de que somos e numa avaliação forte de quem deveríamos ser. A identidade pessoal tornou-se, portanto uma questão de manter um estilo de vida.

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Enquanto uma tradição é legada, um estilo de vida é escolhido. Desprovidos de tradições, somos construtores hiperativos de estilos de vida, numa tentativa de formar significados e identidade. Seu principio é criar uma velocidade constante crescente, fazer um objeto se tornar supérfluo o mais rapidamente possível de modo a dar lugar a um novo. Estamos viciados em experiências, e as experiências são uma questão de estimulo emocional.

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Nunca consigamos o que queremos quando a meta de nossa vida é o consumo. Como os padrões mudam constantemente à medida que chegamos perto de satisfazê-los, a linha de chegada nunca se torna realmente mais próxima.

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O gosto classifica, e classifica a pessoa que classifica: Os sujeitos diferem um dos outros no modo como distinguem entre o belo e o feio, o requintado e o comum ou vulgar, e através dessas distinções a posição que os próprios sujeitos ocupam dentro de classificações objetivas é expressa ou revelada.

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O post acima utilizou o livro Moda: Uma filosofia – L. Svendsen como referencia.

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O visto

Os problemas costumam ocorrer quando trabalham com pequenas empresas/agências, que funcionam em regime de relativa informalidade e estão menos sujeitas aos controles trabalhistas. Com frequência, essas empresas estimulam os profissionais a trabalhar no exterior com status de turista e sem o visto de trabalho exigido pelas autoridades migratórias – configurando situação de contratação irregular de estrangeiros.

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De modo geral, todos os países exigem visto de trabalho como condição para o exercício de qualquer atividade remunerada, inclusive a de modelos. O visto de trabalho é obtido após a assinatura de contrato com agência local. Algumas agências operam na informalidade, de modo a não criar vínculos trabalhistas e economizar recursos com previdência social e encargos sociais. Para os profissionais, no entanto, esse procedimento, embora muito comum, é arriscado, pois configura trabalho ilegal no exterior. Além disso, deixam de ter qualquer garantia de que seus direitos trabalhistas serão respeitados. Para aqueles que não vão por conta e usam a autorização de permanência em país estrangeiro como turista por 30 a 90 dias, para durante este período buscar agências locais e começar a exercer atividade remunerada.

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Em muitos países, a irregularidade migratória (ou seja, permanecer no país após a expiração do visto – de turismo ou trabalho – e exercer atividade profissional sem visto de trabalho/ negócios) é punida com severidade, incluindo detenção, multa diária e deportação. Em caso de multa, o estrangeiro pode ser proibido de deixar o país até efetuar o pagamento.

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Alguns países autorizam a transformação de visto de turista em visto de trabalho após a chegada, conforme prometem muitos agenciadores. No entanto, esse procedimento reduz a margem de negociação do profissional estrangeiro que, diante da vulnerabilidade migratória, acaba muitas vezes por aceitar disposições contratuais diversas (e menos vantajosas) daquelas verbalmente acordadas no Brasil. Recomenda-se, portanto, que o profissional brasileiro somente viaje para o exterior portando o visto de trabalho/negócios apropriado. Caso isso não seja possível, recomenda-se, uma vez no exterior, não iniciar as atividades profissionais antes de obter o visto de trabalho obrigatório junto às autoridades locais (após a assinatura de contrato de trabalho).

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O contrato

O procedimento correto é que o contrato em idioma estrangeiro inclua tradução juramentada (ou seja, oficial) para o idioma do profissional (no caso, o português), Insistir que o contrato de trabalho seja registrado junto ao órgão local competente, de modo a garantir sua validade legal e permitir acesso ao sistema jurídico local, assinar contrato com a agência estrangeira (e não somente com a agência intermediária de recrutamento) antes de viajar ao exterior e exigir receber uma das vias originais do contrato na hora da assinatura (não aceitar o envio posterior de cópia), guardando o contrato e mantendo-o sempre a mão durante a estada no exterior.

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Os salários médios pagos a modelos estrangeiras poderão ser bastante baixos em determinados países. Descontadas as comissões das agências ou dos empresários, os salários muitas vezes apenas cobrirão custos com passagens, hospedagem e alimentação. O exercício da profissão sem contrato registrado e sem visto de trabalho é comumente associado a regime de servidão por dívidas (retenção do salário para saldar dívidas com passagem, hospedagem, alimentação e outros gastos). Os salários, normalmente estipulados por sessão de trabalho, passam a ser quase totalmente retidos pelo empregador, a título de reembolso da passagem aérea e de pagamento do alojamento, sendo-lhes entregue diárias irrisórias, por vezes insuficientes até mesmo para alimentação.

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Procurar negociar contrato/acordo, por escrito, que indique as responsabilidades e deveres do agente e do profissional em relação aos custos da viagem, incluindo passagens, alojamento, alimentação e passagens de ida e volta. Caso isso não seja possível, certificar-se ao menos de que possui bilhete válido de retorno em seu nome, confirmar quais as responsabilidades assumidas pelos empresários e que montante exigirão de seus futuros rendimentos (descontos do salário para reembolso da passagem, alimentação e outros gastos).

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Importante

Ao deixar o Brasil, levar cópia de todos os documentos importantes, principalmente título de eleitor e (para homens) certificado militar, cartões de crédito e diversos contatos da família. Levar anotado endereço completo e telefone do empregador e da pessoa que o esperará no aeroporto, assim como da embaixada ou consulado do Brasil no destino e nos pontos intermediários. Preencher com cuidado e precisão a última página do passaporte, com dados para devolução em caso de extravio.

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Ao chegar ao destino, visitar a embaixada ou consulado do Brasil (setor de assistência consular) e preencher ficha de matrícula consular, deixando o endereço e telefone onde pode ser encontrado.

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